domingo, 13 de março de 2011

POESIA


QUANDO EXISTO



Nathalia Colon

Não é
quando penso
que existo
Nem quando sinto
Nem quando durmo
Nem quando amo

É, quando pressinto

o ruído de sorrisos e dentes na celeridade do pulso
o reflexo da emoção do brilho tão logo sombra
a derradeira ausência do olhar relutante
o ponto, a ponta, o encontro.

Quando o tempo me esquece
Quando as vozes se calam
Quando a chuva me escolhe
Quando o suor me escorre

No sangue extravasado
na angústia liquefeita
no verso enjeitado
na loucura à espreita

É, quando pressinto
quando minto é
quando existo.

2 comentários:

  1. Obrigada pela distinção, parceiro.
    Tamo junto!

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  2. Não foi nenhuma distinção. Aqui só se publica aquilo que tem merecimento.

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